O fundo imobiliário GGRC11, administrado pela Banvox e gerido pela Zagros Capital, divulgou um fato relevante anunciando a sua 9ª emissão de cotas. O movimento visa levantar até R$ 250 milhões, com um preço unitário de R$ 11,29 por nova cota. Os recursos captados serão destinados à aquisição de ativos imobiliários, incluindo uma potencial transação com o FII RELG11, que envolve quatro imóveis nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Detalhes da 9ª emissão de cotas
A nova emissão prevê a oferta de até 22.143.490 novas cotas, totalizando um volume de captação de R$ 250.000.002,10. O custo unitário de distribuição será de 0,24%, o que resulta em um preço final de aquisição de R$ 11,32 por cota.
A oferta será realizada sob o regime de melhores esforços de colocação, permitindo que as cotas sejam liquidadas no mercado primário e negociadas no mercado secundário da B3. Apenas investidores profissionais poderão participar da oferta.
Aquisição de imóveis do RELG11
A administração do GGRC11 informou que os recursos da nova emissão serão utilizados, entre outras finalidades, para a aquisição de quatro imóveis do portfólio do RELG11. O valor da transação é de R$ 133.456.200,00, e o pagamento será feito em cotas do GGRC11 provenientes da 9ª emissão.
Os imóveis estão localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e já estão locados. No entanto, a conclusão do negócio depende do cumprimento de certas condições, incluindo a renúncia do direito de preferência pelos atuais locatários.
Impactos para os investidores
Essa movimentação estratégica pode trazer consequências relevantes para os investidores do GGRC11. A emissão pode diluir a participação dos cotistas atuais, caso não exerçam o direito de preferência. Por outro lado, se os recursos captados forem bem utilizados, o portfólio do fundo pode se fortalecer com ativos geradores de renda previsível.
Outro ponto importante é que a aquisição dos imóveis pode aumentar a previsibilidade dos rendimentos do fundo. No entanto, é necessário aguardar informações adicionais, pois a transação ainda está sujeita a auditoria e outras etapas burocráticas.
O que esperar?
O mercado deve acompanhar de perto essa emissão, pois a forma como os recursos serão alocados impactará diretamente no desempenho futuro do GGRC11. A aquisição dos ativos do RELG11 é um dos primeiros movimentos da gestora com os novos recursos, mas outras aquisições podem ser anunciadas futuramente.
Os investidores interessados devem analisar os termos da emissão e considerar se a nova captação está alinhada com seus objetivos financeiros. Como sempre, é fundamental estar atento a novos fatos relevantes que possam esclarecer mais detalhes sobre essa operação.