O fundo imobiliário PVBI11 (VBI Prime Properties), reconhecido por possuir ativos de altíssimo padrão em localizações nobres da cidade de São Paulo, divulgou nesta quinta-feira (4) um fato relevante que movimentou o radar dos cotistas. Com mais de 159 mil investidores, o fundo é um dos destaques da B3 no segmento de lajes corporativas, e agora precisará lidar com a saída de uma inquilina de peso de um de seus imóveis mais representativos.
Segundo o comunicado, o China Construction Bank (Brasil) Banco Múltiplo S/A, atual locatário de três pavimentos do edifício Faria Lima 4.440, notificou sua intenção de rescindir antecipadamente o contrato de locação. As áreas que serão desocupadas correspondem aos 2º, 4º e 5º andares do imóvel, totalizando uma área bruta locável (ABL) de 6.239,93 m².
A desocupação não será imediata. O banco chinês seguirá cumprindo o prazo contratual de aviso prévio de 30 dias, com saída definitiva prevista para maio de 2025. Embora a cláusula contratual não previsse multa por rescisão antecipada, a gestão do fundo negociou uma compensação financeira que será bem-vinda aos cotistas: um montante de R$ 4.383.080,84, o equivalente a R$ 0,16 por cota.
Além do valor indenizatório, outro ponto positivo é que as lajes comerciais serão entregues com mobiliário e layout atual, o que tende a facilitar a reocupação do espaço e diminuir o tempo de vacância entre inquilinos.
Impacto direto e indireto na distribuição
Atualmente, a locação das lajes pelo China Construction Bank representa, somando efeitos diretos e indiretos, uma receita de aproximadamente R$ 0,06 por cota por mês para o fundo. Ou seja, com a saída do inquilino, parte da receita recorrente do PVBI11 será impactada, o que poderá refletir nos próximos meses, até que um novo locatário seja firmado.
É importante destacar que o fundo detém 50,5% do ativo Faria Lima 4.440 diretamente, e também é titular de 100% das cotas do fundo VBI TR Faria Lima 4440 FII, que, por sua vez, detém os 49,5% restantes. Dessa forma, o PVBI11 é dono integral do imóvel que terá as lajes desocupadas.
Imóvel de alto padrão em localização privilegiada
O edifício Faria Lima 4.440, conhecido como FL 4.440, está localizado em uma das avenidas mais valorizadas de São Paulo, no coração do bairro Itaim Bibi — um dos principais centros financeiros e corporativos da capital. A região abriga empresas nacionais e multinacionais, e é uma das mais procuradas por negócios que buscam visibilidade, prestígio e acessibilidade.
O FL 4.440, assim como outros ativos do portfólio do PVBI11, segue um padrão de qualidade AAA, oferecendo infraestrutura moderna, certificações sustentáveis e atrativos que o posicionam entre os melhores empreendimentos corporativos do país.
Reação do mercado e próximos passos
A saída do inquilino, apesar de representar uma redução de receita imediata, está sendo conduzida de forma planejada e com uma indenização significativa. Para muitos investidores, o episódio reforça a capacidade de negociação da gestão do fundo, que conseguiu extrair valor mesmo de uma rescisão sem previsão contratual de multa.
O impacto na distribuição dependerá do tempo necessário para a reposição do inquilino. O lado positivo é que o fundo continua posicionado em um mercado aquecido, e com um imóvel de alto padrão, o que aumenta a probabilidade de uma nova locação em prazo razoável.
A gestora Pátria VBI Asset Management informou que mais detalhes sobre o caso serão divulgados no próximo relatório gerencial do fundo, que deverá conter projeções, estratégias e possíveis movimentações para mitigar a vacância gerada pela saída do banco.
Sobre o PVBI11
O PVBI11 (VBI Prime Properties) é um fundo imobiliário focado em lajes corporativas de alto padrão, com atuação exclusiva em São Paulo. Seus ativos estão concentrados em bairros nobres como o Itaim Bibi e o Jardim Paulista, regiões com forte demanda corporativa e alto valor por metro quadrado.
Com mais de 159 mil cotistas, o fundo se consolidou como uma das principais vitrines do setor de lajes da B3, oferecendo exposição a imóveis de qualidade institucional, com contratos de locação geralmente longos e locatários de grande porte.
A estratégia do fundo é manter um portfólio enxuto, porém extremamente qualificado, priorizando renda recorrente com baixo risco de inadimplência, além de ganhos de capital em possíveis negociações futuras dos imóveis.
Conclusão
Apesar da saída do China Construction Bank representar um desafio pontual para o PVBI11, o fundo demonstra maturidade na condução do processo, garantindo uma indenização expressiva e preservando a qualidade do ativo envolvido. A entrega das lajes mobiliadas deve acelerar a retomada da ocupação, e o histórico do fundo em manter seus imóveis locados em patamares elevados joga a favor de uma solução eficiente.
Investidores atentos ao mercado de lajes premium em São Paulo certamente seguirão acompanhando de perto os desdobramentos dessa movimentação no portfólio do PVBI11.