O fundo de investimento imobiliário REC Renda Imobiliária (RECT11), um dos mais polêmicos do segmento de lajes corporativas, divulgou um fato relevante informando sobre a iminente desocupação de uma de suas unidades locadas. A Hellmann Worldwide Logistics do Brasil Ltda., atual locatária de um conjunto comercial localizado no Condomínio Edifício Parque Ana Costa, em Santos (SP), comunicou ao fundo sua intenção de descontinuar a locação do espaço de 165,99 m², com previsão de desocupação para o dia 10 de junho de 2025.
Impacto na vacância do portfólio
Com a devolução desse espaço, a taxa de vacância do RECT11 passará para 7,49%, representando um aumento marginal de 0,19%. Apesar do crescimento na taxa de espaços vagos, a administração do fundo informou que a mudança não deve impactar significativamente a distribuição de rendimentos aos cotistas.
O RECT11 tem enfrentado desafios na manutenção da taxa de ocupação dos seus ativos, reflexo de um mercado de lajes corporativas que ainda se recupera dos impactos da pandemia e das mudanças estruturais no setor, como o avanço do home office e do modelo híbrido de trabalho. A gestora do fundo, REC Gestão de Recursos S.A., destacou que segue empenhada na busca por novos locatários para reduzir a vacância e manter a rentabilidade do portfólio.
Desafios e perspectivas para o RECT11
O RECT11 tem um histórico de volatilidade e desafios no mercado. O fundo tem sido alvo de discussões entre investidores devido à sua estratégia de aquisição e gestão de ativos, além da pressão para melhorar a qualidade da carteira e aumentar sua previsibilidade de rendimentos.
A desocupação do imóvel em Santos é relativamente pequena dentro do portfólio do fundo, mas reforça a necessidade de uma gestão ativa para evitar impactos mais significativos no futuro. A taxa de vacância ainda está em um patamar relativamente controlado, especialmente quando comparada a outros fundos de lajes corporativas que enfrentam dificuldades em absorver espaços desocupados.
Como a gestão pretende mitigar o impacto
A REC Gestão de Recursos destacou que continua empenhada na negociação e reposicionamento dos ativos do fundo. A estratégia de captação de novos inquilinos e possíveis renegociações contratuais será essencial para manter a distribuição de dividendos e evitar um aumento significativo na vacância ao longo dos próximos meses.
Nos próximos relatórios gerenciais, espera-se que a gestora traga atualizações sobre o andamento das tratativas para ocupar as unidades vagas e os impactos financeiros dessa desocupação.
Considerações finais
O RECT11 segue sendo um fundo que demanda atenção por parte dos investidores, especialmente devido ao seu histórico de gestão e movimentações na carteira de ativos. Embora a devolução anunciada não cause impacto relevante nos rendimentos de curto prazo, o aumento da vacância é sempre um ponto de atenção para quem acompanha o setor.
Os cotistas devem ficar atentos às próximas divulgações do fundo e às estratégias adotadas para mitigar os desafios do mercado de lajes corporativas no Brasil.